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Senado aprova intervenção na segurança do DF, com voto contra de Girão e outros bolsonaristas Blog


 Forças de segurança confrontam apoiadores de Jair Bolsonaro em Brasília(foto...

 

Em votação rápida e simbólica, o Senado aprovou nesta terça-feira,
10, a intervenção federal na segurança pública do Distrito Federal (DF),
decretada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no último
domingo, 8. O texto foi aprovado na véspera pela Câmara dos Deputados. O
presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que interrompeu as
férias na França e ontem retornou a Brasília, comandou a sessão.

Apesar de já estar em vigor desde domingo, a intervenção precisava
ser confirmada pelo Congresso Nacional. Um dos votos contrários foi do
senador cearense Luis Eduardo Girão (Podemos), além de outros
bolsonaristas, como Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

O relator da matéria na Casa, senador Davi Alcolumbre (União-AP),
ressaltou a necessidade da medida, que classificou de “excepcional e
dura, mas necessária, face aos atos gravíssimos de vandalismo ocorridos
no domingo no Distrito Federal, que, infelizmente, todos presenciaram,
permeados pela completa desordem, sim, desordem pública e insegurança
para toda a população”, disse Alcolumbre.

A intervenção na segurança pública do Distrito Federal vale até
31 de janeiro de 2023, com o objetivo de encerrar o “grave
comprometimento e invasão de prédios públicos”.

A medida, que
será promulgada pelo Congresso Nacional, teve oito votos contrários dos
senadores Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Carlos Viana (PL-MG), Carlos
Portinho (PL-RJ), Luiz Carlos Heinze (PP-RS), Luis Eduardo Girão
(Podemos-CE), Plínio Valério (PSDB-AM), Styvenson Valentim (Podemos-RN) e
Zequinha Marinho (PL-PA), todos apoiadores do ex-presidente Jair
Bolsonaro.

Interventor

O secretário executivo do Ministério da Justiça, Ricardo
Capelli, foi nomeado interventor e terá o controle operacional de todos
os órgãos distritais de segurança pública no período. Ele será
responsável por todas as atividades com relação direta ou indireta com a
segurança no Distrito Federal.

Capelli estará subordinado ao
Executivo federal e poderá requisitar recursos financeiros,
tecnológicos, estruturais e humanos do DF e de órgãos civis e militares
da administração pública federal para atingir os objetivos da
intervenção.

 

 

(O Povo)


Fonte: Ipu Noticias

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