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Ex-policial civil do Ceará é condenado por agredir advogada com cabeçada Blog


 Foto de apoio ilustrativo (fachada da Delegacia de canindé). Ex-policial era réu por agredir advogada com cabeçada dentro de unidade policial

 

O réu João Batista Félix de Castro foi condenado a cinco anos de reclusão em regime, inicialmente, semiaberto, por ter agredido uma advogada que acompanhava um cliente na Delegacia de Canindé, a 121 quilômetros de Fortaleza. 

Na época do crime, em 2014, o réu era policial civil e desferiu uma cabeçada na vítima, conforme a sentença. O policial ainda era vereador no município de Paramoti, a 103 quilômetros de Fortaleza. 

O POVO teve acesso à sentença, proferida no dia 13
de outubro deste ano por meio da Vara Única Criminal da Comarca de
Canindé. João Batista foi demitido da Polícia Civil do Ceará (PC-CE)
anteriormente em razão da agressão. 

A advogada foi até
a delegacia acompanhar um cliente para retirar um caminhão, que estaria
apreendido de forma irregular. A delegada foi informada de que não
havia procedimento em relação ao caso e que poderia retirar o caminhão
do local, no entanto, o então policial civil João Batista teria colocado
empecilhos para a liberação do automotor.

Na época do caso, o
policial também era inspetor-chefe da unidade policial de Caridade, não
sendo responsável por aquela unidade específica. 

De acordo com as
informações da sentença, o policial civil deu uma cabeçada e quebrou o
nariz da advogada, que ficou mais de um mês impossibilitada de
trabalhar. Ela foi amparada pelas pessoas que estavam no local, que a
viram com nariz sangrando.

A setença destaca ainda que o testemunho de João Batista diz que não
houve agressão enquanto as próprias testemunhas de defesa apontam outra
versão.

O policial teria afirmado que estava na unidade para
resolver uma questão de Termo Circunstânciado de Ocorrência (TCO)
relacionada a outro município, no entanto, foi verificado por meio do
Ministério Público do Ceará (MPCE) a inexistência desse TCO.

A condenação foi de cinco anos pelo crime de lesão corporal. O juiz permitiu que o réu recorresse em liberdade até o fim do trânsito em julgado da sentença. 

(O Povo)

 


Fonte: Ipu Noticias

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