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Conferência no Rio aborda movimentos LGBTI+ no Brasil e nos EUA


A Estação Carioca, do metrô do Rio de Janeiro, receberá, nesta sexta-feira (1º), às 19h, a conferência “Democracia, Movimento Social e o Cenário atual no Brasil e EUA”. Ela será apresentada por James Naylor Green. A conferência ocorre no contexto da exposição Amor & Luta.

Green é doutor em história, professor da Universidade de Brown (EUA), fundador do Movimento LGBTI+ Brasileiro e autor e organizador de vários livros, entre eles: “Além do Carnaval”, “História do Movimento LGBT no Brasil” e “Revolucionário e Gay- A vida extraordinária de Herbert Daniel”.

Também estão entre os debatedores Camila Marins, ativista lésbica negra, jornalista, editora da Revista Brejeira e mestranda em Políticas Públicas e Direitos Humanos pela UFRJ; Jaqueline Gomes de Jesus, ativista trans negra, professora doutora do IFRJ, pesquisadora, escritora e presidenta da Associação Brasileira de Estudos da Trans Homocultura (ABETH); e Cláudio Nascimento, ativista gay negro, presidente do Grupo Arco-Íris, diretor de Políticas Públicas da Aliança Nacional LGBTI+, pesquisador, documentarista e integrante do Conselho Nacional LGBTI+.

Resistência

De acordo com Camila, a conferência é fundamental para debater democracia, o papel do movimento social e também o atual cenário no Brasil e nos Estados Unidos. “A gente sabe que nos Estados Unidos existe uma agenda anti-LGBTQIAP+ que é importada pela extrema-direita para o Brasil. Precisamos construir uma resistência internacional a partir dos movimentos sociais para defender os direitos humanos e repensar as bases de uma outra democracia”.

Segundo Jaqueline, o debate é muito importante porque abordará várias dimensões do debate democrático, não apenas em termos de políticas públicas, mas também de ações e de financiamento na produção de conhecimento pensando a população LGBT global.

Amor & Luta

A exposição, que conta com painéis ilustrativos, fotografias e peças de vestuário, apresenta a história do movimento LGBTI+ e do Grupo Arco-Íris, que em maio completou 30 anos de existência em defesa da diversidade e dos direitos humanos.

O espaço expositivo foi divido em diferentes setores. Uma primeira parte apresenta a linha do tempo com os principais fatos relacionados ao movimento LGBTI+ e ao Grupo Arco-Íris. Depois, há um memorial voltado especialmente para a arte e cultura transformista.

A ideia é homenagear atores e atrizes que contribuíram para divulgar as bandeiras de luta política por meio da cultura e da arte. Outros memoriais lembram cantoras lésbicas e bissexuais emblemáticas da militância, e ativistas que já faleceram e se destacaram na luta pelos direitos da comunidade no país.

Fonte: EBC

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